Pesquisas mostram que a expectativa de vida aumentou de forma significativa nos últimos anos. Isso se dá porque a população idosa tem se alarmado cada vez mais e dando-se conta de que saúde é sobretudo fundamental.

Com o processo de envelhecimento, é comum que os idosos de ambos os sexos tenham elevada perda da musculatura acessória, cujo processo tende a ser progressivo, tornando-se indispensável a prática de atividade física. Além da diminuição da massa muscular, ocorrem uma série de fatores fisiológicos como perda de apetite, dificuldade de deglutir, alteração no olfato e principalmente a redução da força, articulações e ossos.

Na proporção que envelhecemos, nosso corpo tende a possuir maior exigência, e nem sempre a alimentação é capaz de suprir tais exigências. Partindo deste princípio, faz-se necessário um suporte nutricional para conciliar tais mudanças. A suplementação alimentar associada a um estilo de vida saudável apresenta uma melhora considerável na saúde do idoso.

Dentre os macronutrientes, a proteína torna-se ainda mais importante na terceira idade pois o idoso apresenta uma grande diminuição dos compartimentos musculares. Também devemos levar em consideração alguns minerais como o cálcio e zinco. A ingestão imprópria ou insatisfatória do cálcio colabora para o aparecimento de osteoporose e doenças relacionadas ao tecido conjuntivo ósseo. Já quando se trata do zinco, ele é crucial na fase de cicatrização de úlceras e feridas, além de otimizar o sistema imune de modo geral.

Outros suplementos recomendados nessa fase da vida são os multivitamínicos, suplementos proteicos como o Whey Protein, hipercalórico, ômega 3, vitamina D, entre outros. Desse modo, é válido que um indivíduo com idade acima de sessenta e cinco anos, já considerado idoso, busque por um profissional de saúde qualificado para orientá-lo a envelhecer com saúde e caso necessário, quanto ao uso da suplementação nutricional.

Referências Bibliográficas

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Carolina Vieira Silva
Nutricionista Esportiva Funcional
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